Filhos do Mesmo Céu
Há um instante de silêncio em que a alma se reconhece luz. Tudo o que separa se desfaz, e o coração recorda: somos filhos do mesmo Pai, tecidos no mesmo sopro que sustenta estrelas e amanheceres. As fronteiras caem como pó antigo, os nomes se tornam pequenos, e o outro — antes distante — mora agora em mim como parte esquecida do meu próprio caminho. Acima de nossas disputas, há um Amor que paira intacto, livre de rótulos, bandeiras e pretensões, chamando-nos, suavemente, a sermos irmãos outra vez. Dessa verdade nasce a força que o tempo não devora: a fé que ergue cidades, que acende coragem, que renova mundos e move montanhas dentro da alma. O infinito — no grande e no pequeno — nos sussurra: “Confia.” Porque nada, absolutamente nada, na obra viva da Natureza, aconselha desistir. E quando despertamos para o Céu que nos habita, o impossível se torna caminho, a dor se transforma em ponte...